Continuando o post passado sobre a alimentação do Willian, irei contar agora como conseguimos superar.
Foi entre o ano de 2013 e 2014, como ele não aceitava a refeição que todo brasileiro come de costume, rotina como café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, eu passei a observar algo e orava.
Ele comia a mistura e queria que adicionasse farinha de mandioca junto.
Então passei a pensar e disse comigo mesma: _ E se eu fizer um refogado com verduras, legumes e adicionar o arroz, o feijão?!
E foi isso que fiz, e também comecei com a incluir principalmente o ovo e a farinha de 🌽 milho com a farinha de mandioca tudo junto.
Eu refogava e finalizava com a farinha de mandioca.
E por incrível que pareça, ele amou e passou a se alimentar assim.
Então a partir de aí o almoço saudável e o jantar saudável, passou a ser garantido para ele. E foi aprovado pelos médicos e pela escola.
Já nas refeições de café da manhã e lanche da tarde, era comum porque cresci assim, me alimentando com pão francês ou biscoito de água e sal, bolacha Maria, ou Maizena e sucos.
Passei a fazer daquela Alimentação saudável, uma rotina e a partir dali eu consegui ter mais perspectiva em relação a alimentação dele. Fiquei mais animada.
Em relação na escola que ele estuda, também precisei conversar com a coordenação e com a nutricionista e pedir autorização para que todos os dias
Eu pudesse levar para ele na mochila dentro de um tuperware. E eles servirem este alimento para o Willian na hora da refeição dos alunos lá.
E com a autorização da coordenação assim foi feito.
Hoje estamos no ano de 2019, e se passaram já quase 6 anos e ele continua com esta mesma Alimentação.
Passou a variar um pouco pois ele gosta de casca de beterraba, a beterraba cozida em fatias também, fígado sempre gostou, e aprendeu a gostar de cachorro quente, sendo que antes comia só o recheio, agora come o lanche todo para minha surpresa, foi no McDonald's num passeio da escola e lá comeu super bem!
Fiquei muito feliz.
Aceita também macarrão, parafuso e aquele comprido até a carne moída que ele detestava passou a aceitar junto com o macarrão. Aceita comer pimentão verde e gilo na farofa, quiabo, abobrinha, cebola, cenoura, estou grata.
Lasanha também, a única fruta que ele aceita é a banana. Já tentamos oferecer outras mas ele não aceita.
Mas só de pensar que agora ele aceita os alimentos numa farofa super hiper refogada com os alimentos saudáveis, estou grata a Deus pela sabedoria de ter alcançado esta graça e experiência de ter solucionado esta dificuldade que passei por longos tempos.
No próximo post vou postar o vídeo da farofa como faço.
Até a próxima......
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
A superação na Alimentação e Criatividade de uma mãe que buscava o melhor para seu filho autista.
domingo, 6 de janeiro de 2019
A Alimentação e as Crises do Willian
De início ele tinha o hábito de só comer um alimento ao dia, e isso me preocupava muito.
Ele chegou a pegar chupeta aos 6 meses e a mamadeira só aceitou dormindo.
Quando completou 1 ano precisei trocar a chupeta e pra minha surpresa ele não aceitou devido ser nova, cheguei a comprar igual, mas devido a diferença de ser nova ele não aceitou. Com a mamadeira foi a mesma coisa mas consegui fazer então com que ele aceitasse e tinha que ser dormindo.
Quanto a alimentação sempre era muito seletivo, por exemplo biscoitos de waffler, tinha que ser somente uma marca e um sabor. Muito suco, mas não do natural.
Tinha dia que era só um alimento, tipo cuscuz em todas refeições do dia, tinha que ser só isso e suco. Outro alimento não aceitava. Já no outro dia era só Paes, no outro dia só biscoito de waffles, e assim por mais que eu inventasse ou reinventasse algo na cozinha, de nada adiantava. Nessa época sofri muito, cheguei a ser acusada por desconhecidos que eu tinha preguiça de cozinha, mas a realidade era outra 😓. Nos dias seguintes consegui fazer ele aceitar nuggets, frango frito, bife, mas tinha que ser tudo frito, ele não aceitava que assasse ou cozinhasse, tinha que ser frito🤔. Na Escola então era pior ainda, até porque ele levantava cedo em jejum, chegava na escola e nada de comer. Ficava até o horário de saída sem comer nada. Ele não aceitava alimento nenhum na escola. E com esta situação imagina como ele ficava, muito inritado e agressivo sentindo fome. Então levava na bolsa na hora de buscá-lo na APAE uma garrafinha de água e no meio do caminho lhe dava um salgado, ou um espetinho de carne, frango ou linguiça. Só que não era todo dia que tinha isso. Então ia me virando mas não era fácil. No 3°ano do Willian na APAE ele foi selecionado pra ficar na sala de uma professora, que porém nova, cheia de alegria e boa vontade e experiências em relação aos autistas, isso ajudou muito. Tanto que ela conseguiu fazer com que ele aceitasse comer a comida da escola, então ela filmou ele pelo celular comendo, e eu pedi que ela passasse este vídeo pra mim. Então eu peguei e coloquei o vídeo no computador e mostrei para o Willian, ele próprio comendo. A partir daí ele também aceitou a comer o arroz e feijão e verduras em casa. Só que para a minha tristeza foi por poucas as vezes isso. A partir daí passei a ser ríspida com ele e então eu forçava ele, só que a partir dali ele começou a adoecer toda semana e ia parar com ele no pronto socorro, e o diagnóstico era o mesmo; infecção na garganta, e a partir disso passou a faltar na escola o quee acarretou problemas. Com isso sofri muito e voltei a estaca zero na questão da alimentação, e também na escola também não quis mais. Erro meu?! Ou muitas vezes sendo coagida a agir de tal forma porque me julgavam que eu é que não queria cozinhar que tinha preguiça, e até mesmo que eu não dava os remédios corretamente. Pois então a partir disso uma amiga querida, mãezinha especial também me aconselhou e me ensinou erguer a cabeça e ir atrás dos meu direitos já que estava sofrendo com tal infâmia. A partir dali que ouvi os conselhos dela e pratiquei, passei a me reerguer e agir com cordialidade diante das circunstâncias, e firme. Houve vários conflitos nessa época que não convém eu falar aqui.
Mas lutei pelos meus direitos e me senti vencedora . Apesar do Willian não ficar bem como gostaria que ficasse. Mas como tudo passa e o tempo passou.... Deus é bom! Continuo no próximo post a superação.
Tinha dia que era só um alimento, tipo cuscuz em todas refeições do dia, tinha que ser só isso e suco. Outro alimento não aceitava. Já no outro dia era só Paes, no outro dia só biscoito de waffles, e assim por mais que eu inventasse ou reinventasse algo na cozinha, de nada adiantava. Nessa época sofri muito, cheguei a ser acusada por desconhecidos que eu tinha preguiça de cozinha, mas a realidade era outra 😓. Nos dias seguintes consegui fazer ele aceitar nuggets, frango frito, bife, mas tinha que ser tudo frito, ele não aceitava que assasse ou cozinhasse, tinha que ser frito🤔. Na Escola então era pior ainda, até porque ele levantava cedo em jejum, chegava na escola e nada de comer. Ficava até o horário de saída sem comer nada. Ele não aceitava alimento nenhum na escola. E com esta situação imagina como ele ficava, muito inritado e agressivo sentindo fome. Então levava na bolsa na hora de buscá-lo na APAE uma garrafinha de água e no meio do caminho lhe dava um salgado, ou um espetinho de carne, frango ou linguiça. Só que não era todo dia que tinha isso. Então ia me virando mas não era fácil. No 3°ano do Willian na APAE ele foi selecionado pra ficar na sala de uma professora, que porém nova, cheia de alegria e boa vontade e experiências em relação aos autistas, isso ajudou muito. Tanto que ela conseguiu fazer com que ele aceitasse comer a comida da escola, então ela filmou ele pelo celular comendo, e eu pedi que ela passasse este vídeo pra mim. Então eu peguei e coloquei o vídeo no computador e mostrei para o Willian, ele próprio comendo. A partir daí ele também aceitou a comer o arroz e feijão e verduras em casa. Só que para a minha tristeza foi por poucas as vezes isso. A partir daí passei a ser ríspida com ele e então eu forçava ele, só que a partir dali ele começou a adoecer toda semana e ia parar com ele no pronto socorro, e o diagnóstico era o mesmo; infecção na garganta, e a partir disso passou a faltar na escola o quee acarretou problemas. Com isso sofri muito e voltei a estaca zero na questão da alimentação, e também na escola também não quis mais. Erro meu?! Ou muitas vezes sendo coagida a agir de tal forma porque me julgavam que eu é que não queria cozinhar que tinha preguiça, e até mesmo que eu não dava os remédios corretamente. Pois então a partir disso uma amiga querida, mãezinha especial também me aconselhou e me ensinou erguer a cabeça e ir atrás dos meu direitos já que estava sofrendo com tal infâmia. A partir dali que ouvi os conselhos dela e pratiquei, passei a me reerguer e agir com cordialidade diante das circunstâncias, e firme. Houve vários conflitos nessa época que não convém eu falar aqui.
Mas lutei pelos meus direitos e me senti vencedora . Apesar do Willian não ficar bem como gostaria que ficasse. Mas como tudo passa e o tempo passou.... Deus é bom! Continuo no próximo post a superação.
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
A ROTINA DA FAMILIA EM RELAÇÃO AO ESPECTRO AUTISTA
A casa de uma família onde há uma pessoa com autismo é uma casa diferente. Você pode até pensar :”ah, mas todas as casas são diferentes". Sim, são. Mas não como a do autista. Lá, tudo é estruturado e amarrado a uma rotina que é um sacrifício para os pais.
A hora da alimentação, do banho, as rotinas particulares tudo é monitorado.Às vezes, com todo o esforço da família, todo o castelo desmorona, e os pais saem juntando os grãos de areia para fazer tudo de novo.
Gritos, prolongamentos de sons, estereotipias vocais (repetição de som sem sentido), também aparecem por lá. A hora de alimentação, sono, utilização dos cômodos da casa podem ser peculiares, foi o modo que eles acharam para minimizar os impactos do autismo.
A família tenta dar o melhor de si, em algumas situações sabe contornar o que está acontecendo, em outras, não tem a menor ideia do que fazer.
Ter pessoas perguntando “o que ele tem?” mais machuca que ajuda.
O cotidiano dela já é pesado, complexo.
Tenha intimidade mas também seja sensível. Eles deixam de fazer muita coisa que vocês fazem com facilidade, às vezes um lazer tão simples para vocês é uma verdadeira operação de guerra para esta família. Compreenda, respeite, pergunte como deve proceder e entenda que algo simples pode ser difícil para o outro. Respeite o espaço e o desgaste de uma família que cuida de um autista, é uma rotina que você desconhece. De verdade!
Somos famílias guerreiras que nos equilibramos na corda bamba da convivência com o Autismo e sei que existem pessoas que não têm a menor ideia do que isto seja.
Gritos, prolongamentos de sons, estereotipias vocais (repetição de som sem sentido), também aparecem por lá. A hora de alimentação, sono, utilização dos cômodos da casa podem ser peculiares, foi o modo que eles acharam para minimizar os impactos do autismo.
A família tenta dar o melhor de si, em algumas situações sabe contornar o que está acontecendo, em outras, não tem a menor ideia do que fazer.
Ter pessoas perguntando “o que ele tem?” mais machuca que ajuda.
O cotidiano dela já é pesado, complexo.
Tenha intimidade mas também seja sensível. Eles deixam de fazer muita coisa que vocês fazem com facilidade, às vezes um lazer tão simples para vocês é uma verdadeira operação de guerra para esta família. Compreenda, respeite, pergunte como deve proceder e entenda que algo simples pode ser difícil para o outro. Respeite o espaço e o desgaste de uma família que cuida de um autista, é uma rotina que você desconhece. De verdade!
Somos famílias guerreiras que nos equilibramos na corda bamba da convivência com o Autismo e sei que existem pessoas que não têm a menor ideia do que isto seja.
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ASSIM QUE POSSÍVEL IREI RELATAR EXPERIÊNCIA E FATOS QUE UM AUTISTA PODE TER, SENDO QUE NEM TODOS SAO IGUAIS MAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO BEM...








